Caminhos
- Thaís Mendes Gomes
- 20 de ago.
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Mensagem recebida no rito de Louvação ao Orixá Ogum do dia 19/08/25
Não existe caminho reto. O desenvolvimento é um processo que passa por escolhas, e são muitos os momentos em que múltiplas são as possibilidades.
É como o curso de um imenso rio, que tem vários afluentes, faz curvas, passa por terrenos com pedras que desviam suas águas e enfrenta desníveis que provocam quedas. Porém, diferentemente do rio, cujas águas não têm vontade própria e simplesmente seguem conforme as leis da natureza, a jornada humana tem o privilégio do livre-arbítrio.
Aqui vale fazer a distinção entre problema e dilema. Um problema é um desafio a ser enfrentado, como alguma intercorrência que atravessa a vida. Já um dilema é algo sobre o qual você pode meditar e deliberar qual caminho seguir. Ou seja, um dilema é uma chance de exercer o livre-arbítrio a partir do acesso à consciência, que é mais um diferencial do ser humano, tendo em vista sua trajetória evolutiva como espécie ao longo de milhares de anos.
Quando estiver com pensamentos excessivos e exaustivos sobre uma escolha a ser tomada e não souber o que fazer, não se desespere. Lembre-se: isso não é um problema. É uma oportunidade de exercer o livre-arbítrio, que, por sua vez, é um instrumento de aprendizado.
A partir das consequências, é possível aprender ao buscar compreender se foi ou não um bom caminho. Na esfera humana, essa é a principal forma de aprendizado: viver. É possível observar o mundo, escutar conselhos, estudar, mas, realmente, a experiência é uma grande professora.
Se por acaso, em algum momento, você se achar sem saída, não se engane: sempre há uma saída. A natureza da vida é o movimento, e não há estagnação. Quando estiver em dúvida, lembre-se de que você pode se dedicar ao máximo para fazer uma escolha. Ainda assim, isso não é garantia de que será o melhor caminho.
Viver implica lidar com a incerteza e o imprevisto. Quando sentir-se pressionado pelo tempo, deixe que a certeza da eternidade da alma acalme seus pensamentos e seu coração.
E quando fizer sua escolha, responsabilize-se por ela. Assuma as consequências e aproveite todas as oportunidades de desenvolver o atributo da sabedoria. É escolhendo que se aprende a escolher.
Se, diante de um dilema, você não fizer sua escolha, saiba que a não escolha é uma escolha. Nesse sentido, o livre-arbítrio é não apenas um privilégio, mas um dever diante da existência.
Com os desejos de sabedoria a toda a humanidade,
João de Aruanda




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