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Dor

Mensagem recebida no Rito de Louvação ao Orixá Ogum do dia 07/06/22


A dor tem algo de uma concretude.

Ela vem e escancara feridas.

Ela pode ser recebida com lamentos, mas também com o desejo de seguir de maneira diferente.

Se você congela nas queixas e não avança, perde a oportunidade de aprender e essa postura pode prolongar a dor.


Há pessoas que se prendem tanto na dor, que não conseguem ver nada além dela (o que poderia incluir uma forma de sair dessa dor!).


Há pessoas que assumem o papel de vítima e demandam que os outros façam o que seria responsabilidade delas.


Há pessoas que, se você tira a dor delas, ela se desestrutura e isso pode chegar a impactar o funcionamento da dinâmica familiar.


Há pessoas que se sentem atraídas pela dor do outro, se colocam na postura de salvador / ajudador e precisam disso para se sentirem úteis. Na ausência de projetos de vida para si mesmas e da coragem de se tornarem protagonistas da própria vida, acabam se tornando protagonistas da vida do outro e prejudicando que ele desenvolva autonomia por meio de encontrar um caminho para sair da dor.


O medo pode se vestir de caridade. O salvador por vezes assume a postura de vítima quando queixa sobre ter aberto mão da própria vida (desconsiderando a auto responsabilidade pela escolha de assumir os problemas dos outros em detrimento de seus próprios). Um desperdício de oportunidade tanto para quem sofre quanto para quem “ajuda”.


Se alguém abre mão do próprio desenvolvimento para “cuidar” do outro, isso não é bom para nenhuma das partes. Cria-se a ilusão de débitos, culpas... É importante separar o que cabe a cada um e que cada pessoa assuma com cabeça erguida os desafios que vão se apresentando ao longo da vida.


Saibam diferenciar as batalhas que cabem a você e as que cabem ao outro.


Coragem para enfrentar o que, de fato, é necessário.

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